sábado, 14 de janeiro de 2012

PLASTICOS


QMCWEB apresenta:
A ERA dos PLÁSTICOS
uma síntese de nossa Época.
Estrutura Molecular dos Polímeros
Dependendo da natureza química dos monômeros e da técnica empregada para a polimerização, os polímeros podem exibir diferentes tipos de arquiteturas. Os mais comuns são os de estrutura linear, ramificada ou em rede. A primeira figura, ilustra o polietileno de alta densidade (HDPE): uma molécula de cadeia longa elinear, feita pela polimerização do etileno, um composto cuja fórmula estrutural é CH2=CH2.

A indústria também produz uma outra variedade de polietileno, que possui cadeias ramificadas. Este é conhecido como polietileno de baixa densidade(LDPE), e esta ilustrado na figura abaixo. O impedimento espacial provocado pelas ramificações dificulta um "empilhamento" das cadeias poliméricas. Por esta razão, as forças intermoleculares que mantém as cadeias poliméricas unidas tendem a ser mais fracas em polímeros ramificados. Por isso o LDPE é bastante flexível e pode ser utilizado como filme plástico para embalagens, enquanto que o HDPE é bastante duro e resistente, sendo utilizado em garrafas, brinquedos, etc.. 

A figura seguinte mostra um polímero cujas cadeias estão entrelaçadas numa complexa rede de ligações covalentes. O exemplo da figura é a resinafenolformaldeído, onde moléculas de fenol são unidas pelo formaldeído.


Nossos descendentes, no futuro, talvez se refiram à nossa época como sendo a era dos plásticos. 
Embora o primeiro polímero sintético só tenha sido obtido em 1907, hoje os plásticos já estão onipresentes em nosso cotidiano. Muitos dos utensílios domésticos, automóveis, embalagens e até mesmo roupas, são feitas com polímeros. Seria possível a vida humana, mantendo os atuais padrões de conforto, sem os plásticos? O QMCWEB desta semana apresenta "A era dos Plásticos", uma síntese de nossa época.


Um polímero é uma macromolécula formada pela repetição de pequenas e simples unidades químicas (monômeros), ligadas covalentemente. Se somente uma espécie de monômero está presente na estrutura do polímero, este é chamado de homopolímero. Se espécies diferentes de monômeros são empregadas, o polímero recebe a denominação de copolímero.
Polímeros biológicos fundamentam a existência da vida, e existem desde o surgimento da primeira célula na superfície da terra. Os polímeros o DNA é uma macromoléculanaturais têm sido empregados pelo homem desde os mais remotos tempos: asfalto era utilizado em tempos pré-bíblicos; âmbar já era conhecido pelos gregos e a goma pelos romanos. Os polímeros sintéticos, porém, somente surgiram no último século.
Um grande marco na história da indústria de plásticos foi a descoberta do processo devulcanização da borracha em 1839 (a partir do látex, um polímero natural, que já era largamente empregado) pela Goodyear. O próximo grande passo foi a nitração da celulose, resultando na nitrocelulose, produto comercializado primeiramente por Hyatt, em 1870. De seu produto foi obtido o celulóide, alavancando a indústriacinematográfica. Em 1865 foi descoberto o processo de acetilação da celulose, resultando em produtos comerciais de grande uso no início deste século, como fibras de rayon, celofane, entre outros. Entretanto, o primeiro polímero puramente sintético somente surgiu em 1907; resinas de fenol-formaldeído foram produzidas por Baekeland - entre elas, o primeiro polímero sintético de uso comercial: o "Bakelite". Desde então, a indústria e o uso de polímeros não para de crescer.
Hoje, mesmo roupas e demais vestimentas são feitas com fibras poliméricas sintéticas. Roupas especiais, como o uniforme de astronautas, vestes dos corredores de fórmula 1, e roupas de mergulho submarino também são produzidas com polímeros especiais, que possuem as propriedades desejadas, em cada caso.

Ano de introdução de alguns polímeros no mercado
1930
Borracha estireno-butadieno
1943
Silicones
1936
Poli(cloreto de vinila)(PVC)
1944
Poli(etileno teraftalato)
1936
Policloropreno (neopreno)
1947
Epóxis
1936
Poli(metil metacrilato)
1948
Resinas ABS
1936
Poli(acetado de vinila)
1955
Polietileno linear
1937
Poliestireno
1956
Poli(oximetileno)
1939
Nylon 66
1957
Polipropileno
1941
Poli(tetrafluoroetileno)(teflon)
1957
Policarbonato
1942
Poliesteres insaturados
1964
Resinas ionoméricas
1943
Polietileno ramificado
1965
Poli(imidas)
1943
Borracha butilada
1970
Elastômeros termoplásticos
1943
Nylon 6
1974
Poliamidas aromáticas
Alguns polímeros foram verdadeiros salva-vidas. A polimerização do N-vinilpirrolidona foi recebida com grande ímpeto durante a Segunda Guerra Mundial, quando os alemães usaram soluções salinas do polímero como um substituto do plasma sangüíneo nos soldados feridos de suas tropas. OPVP - poli(vinilpirrolidona), possui um baixo grau de toxidade e tem sido utilizado também em cosméticos, adesivos, indústria têxtil, lentes de contato, e numa variedade de fármacos, incluindo a manufaturação de materiais micro-encapsulados. Um complexo de PVP com iodeto é um dos anti-sépticos mais utilizados.

Este é um dos processos para a polimerização na indústria


Como os polímeros são feitos?

Os polímeros são produzidos sinteticamente através dareação de polimerização de seus monômeros. Um dos métodos mais utilizados, nas indústrias, para a produção de polímeros de vinilas é a polimerização em emulsão. Este processo envolve uma emulsão estável de água, monômeros do polímeros, e um surfactante (sabão ou detergente) como o agente emulsificante. Os surfactantes formam micelas, que dissolvem os monômeros, geralmente hidrofóbicos. Os iniciadores de radicais livres, quando jogados na fase aquosa, também migram para a fase micelar, iniciando a polimerização. As vantagens deste método incluem o baixo consumo de energia (a reação pode ser feita mesmo na temperatura ambiente) e a obtenção de polímeros com grande massa molar. A maior desvantagem é que a formulação é relativamente complexa se comparada com os outros métodos, e requer uma etapa de purificação do polímero que, algumas vezes, pode ser problemática. 
Você sabia?
Alguns tipos de polímeros são capazes de conduzir corrente elétrica. O QMCWEB já falou sobre os polímeros condutores; clique aqui e saiba mais!

Amorfo X Cristalino
Os polímeros exibem 2 tipos de morfologia no estado sólido: amorfo e semicristalino. Em um polímero amorfo, as moléculas estão orientadas aleatóriamente e estão entrelaçadas - lembram um prato de spaghetti cozido. Os polímeros amorfos são, geralmente, transparentes. Nos polímeros semicristalinos, as moléculas exibem um empacotamento regular, ordenado, em determinadas regiões. Como pode ser esperado, este comportamento é mais comum em polímeros lineares, devido a sua estrutura regular. Devido às fortes interações intermoleculares, os polímeros semicristalinos são mais duros e resistentes; como as regiões cristalinas espalham a luz, estes polímeros são mais opacos. O surgimento de regiões cristalinas pode, ainda, ser induzido por um "esticamento" das fibras, no sentido de alinhar as moléculas.

A figura acima ilustra um diagrama de Volume vs. Temperatura para dois polímeros: um amorfo e um semicristalino. Em baixas temperaturas, as moléculas de ambos os polímeros vibram com baixa energia; eles estão "congelados" em uma situação do estado sólido conhecida como "estado vítreo". Na medida em que o polímero é aquecido, entretanto, as moléculas vibram com mais energia e uma transição ocorre: do estado vítreo para o estadorubbery. Neste estado, o polímero possui um maior volume e uma maior dilatação térmica e maior elasticidade. O ponto onde esta transição ocorre é conhecido como temperatura de transição vítrea, e está denotado no gráfico como Tg.
Quando aquecidos, os polímeros podem vir a derreter. A temperatura de fusão dos polímeros é indicada, no diagrama, como Tm. No estado líquido, os polímeros podem ser moldados ou divididos em micro-fibras, por exemplo. Somente alguns polímeros podem ser derretidos, e são chamados de termoplásticos.
O que são COPOLÍMEROS?

Muitas vezes, o polímero é formado pela união de dois ou mais monômeros diferentes. Estes polímeros são chamados de copolímeros, em contraste aoshomopolímeros, que são formados pela repetição de somente um monômero.




Os Copolímeros, por outro lado, são produzidos com dois ou mais monômeros, cujas unidades podem ser distribuídas randomicamente, em uma maneira alternada ou em blocos. As figuras abaixo ilustram estas situações.

Nestas figuras, a estrutura molecular de cada polímero é demonstrada, esquematicamente, com as unidades de repetição de cada polímero.Tais combinações permitem aos químicos criar polímeros com diferentes propriedades, baseados nas estruturas obtidas.

Nas indústrias, os polímeros e/ou copolímeros podem ser misturados, obtendo-se Blendas Políméricas. Quando miscíveis, as propriedades das blendas derivam das propriedades dos polímeros individuais, embora uma ação sinérgica pode vir a ocorrer. De acordo com a aplicação, podem-se preparar diferentes blendas, de distintas composições, resultando em polímeros com diferentes propriedades físico-químicas.
Produtos industriais incluem homopolímeros, copolímeros, blendas homogêneas e blendas heterogêneas. 

Grupo da UFSC pesquisa POLÍMEROS
O professor Alfredo trabalha com polímerosUm grupo de pesquisa de nosso departamento estuda propriedades físico-químicas de polímeros, filmes poliméricos, blendas e copolímeros. O grupo é constituído pelos professores Valdir Soldi e Alfredo Tibúrcio Pires, e vários alunos de graduação e pós-graduação. Na foto, o prof. Alfredo.

Saiba mais sobre polímeros:
>Um livro virtual sobre polímeros
>Introdução sobre polímeros
>Centro de pesquisa em polímeros
>O museu do Plástico
>A história dos poli-Vinil
>Um tutorial sobre polímeros



O encontro da SOCIEDADE Brasileira de QUÍMICA
Entre os dias 23 a 26 de maio deste ano, ocorreu o maior evento científico do país: a reunião anual da SBQ. Foram quase 3000 químicos reunidos, durante 4 dias, em Poços de Caldas, MG. O QMCWEB estava lá, e fez a única cobertura online do evento. Foi a primeira vez que este encontro teve cobertura pela internet.

Neste encontro, tomou posse a nova diretoria do SBQ. O QMCWEB entrevistou o ex-presidente, o professor Oswaldo L. Alves. Ele falou sobre o SBQ durante a sua gestão. Disse que o SBQ sofreu, como todos os órgãos de pesquisa no país, dificuldades em levantar financiamentos para congressos e publicações. Exaltou que uma das principais realizações da SBQ durante sua gestão foi o Boletim Eletrônico do SBQ, um informativo de C&T que é enviado para todos os sócios, via e-mail. Outro ponto positivo foi a consolidação das revistas do SBQ (Química Nova, JBCS, etc.), e o aumento do índice de impacto do Journal of Brazilian Chemistry Society. A atuação da SBQ foi bastante ampla: no meio acadêmico, na mídia, e mesmo entre os estudantes, com o concurso "Um Mundo de Cor", para estudantes do ensino médio. A SBQ está em um projeto da Fundação Vitae que prevê a elaboração de material didático para o ensino médio. A SBQ aumentou e consolidou seu intercâmbio com a A.C.S (dos EUA) e a R.S. (Inglaterra). Segundo Oswaldo, a SBQ prepara-se para ser uma ONG de presença marcante na sociedade.

Outra entrevista do QMCWEB foi com o atual presidente, o professor Eliezer E. Barreiro, da UFRJ. Seu principal objetivo, frente à SBQ, é preservar o patrimônio intelectual da sociedade. Disse que a SBQ está ajudando a estabelecer uma comunidade científica mais harmônica, com grande densidade de competência. Falou sobre a Editora da SBQ, cujo desafio é a publicação de livros textos, para ensino superior e médio, aproveitando a capacidade de seus sócios, por um custo muito próximo de zero. Outros objetivos são os de aprimorar o que já está bom e promover a informatização da SBQ. Para auxiliar nestes objetivos, Eliezer conta com as secretarias regionais da SBQ, que devem ser mais ativas. Algumas delas, segundo Eliezer, são estratégicas.

Nova diretoria do SBQ
DIRETORIA
Presidente: Eliezer Barrreiro
Vice Presidente: Paulo Cezar Vieira
Secretario Geral: Luiz Carlos Dias
1o Secretario: Nito Angelo Debacher
Tesoureiro:Vanderlan da Silva Bolzani
1o Tesoureiro: Mara Elisa F. Braibante
CONSELHO
Oswaldo Luiz Alves
Jailson B. de Andrade
Solange Cadore
Hans Viertler
Carlos Alberto L. Filgueiras
Antonio Salvio Mangrich

DIRETORIAS DIVISIONAIS
CATALISE
Diretor:Adriano L. Monteiro
Vice-Diretor: Eduardo Nicolau dos Santos
Tesoureiro: Regina Buffon

ENSINO DE QUÍMICA
Diretor: Eduardo F. Mortimer
Vice-Diretor: Luiz Otavio F. do Amaral

ELETROQUIMICA E ELETROANALITICA
Diretor: Luis Alberto Avaca
Vice-Diretor: Romeu Cardozo Rocha Filho
Tesoureiro: Luis Otavio S. Bulhoes

FOTOQUÍMICA
Diretor: Marcio Jose Tiera
Vice-Diretor: Ira Mark Brinn

PRODUTOS NATURAIS
Diretor: Frederico Guare Cruz
Vice-Diretor: Massuo Jorge Kato
Tesoureiro: Norberto Peporini Lopes

QUIMICA ANALITICA
Diretor: Orlando Fatibello Filho
Vice-Diretor:Erico Marlon Flores
Tesoureiro: Mario Cesar Ugulino de Araujo

QUIMICA DE MATERIAIS
Diretor: Miguel Jafelicci Jr.
Vice-Diretor: Adley Forti Rubira
Tesoureiro: Aldo Jose M. Zarbin

QUIMICA INORGANICA
Diretor: Heloisa Beraldo
Vice-Diretor: Annelise E. Gerbase r
Tesoureiro: Jaisa F.Soares

QUIMICA MEDICINAL
Diretor: Ricardo Bicca de Alencastro
Vice-Diretor: Carlos M. R. de Sant'anna
Tesoureiro: Elisabeth Igne Ferreira

QUIMICA ORGANICA
Diretor: Paulo Roberto R. Costa
Vice-Diretor: Edson L. da S. Lima
Tesoureiro: Ronaldo A. Pilli

FISICO QUIMICA
Diretor: Gerardo gerson B. de Souza
Vice-Diretor: Roy E. Bruns

QUIMICA AMBIENTAL
Diretor: Marco Tadeu Grassi
Vice-Diretor: Wilson de F. Jardim
Tesoureiro: Marcia M. Kondo
Nas sessões de painéis, haviam mais de 1400 trabalhos sendo apresentados. No painel, o trabalho é apresentado de uma forma resumida, e o expositor dá explicações sobre sua pesquisa. O QMCWEB visitou muitos dos painéis. Um destes foi o trabalho de Ana Maria Pires e colaboradores, da UNESP, sobre filmes de pós metálicos dissolvidos em polímeros. Estes filmes são utilizados, por exemplo, na medicina, como um material para impressionar radiografias. Seu trabalho foi apresentado na área de "Química dos Materiais".
O QMCWEB entrevistou o professor Miguel Jafelicci Jr., o coordenador desta área. Segundo Miguel, a QM se cristalizou na SBQ como uma contribuição efetiva, e houve uma diversificação da pesquisa na área de materiais. Neste ano, 164 trabalhos foram apresentados nesta área. O Brasil já faz pesquisa em materiais de nível internacional, sendo motivo de orgulho nacional. A Química dos Materiais emerge com a tecnologia: novas tecnologias requerem novos materiais.


No último dia, na assembléia final, alguns trabalhos apresentados foram selecionados e premiados. Dentre estes, 3 eram de nosso departamento. Um destes tinha o título "Estudo Eletroquímico do Ácido Cafeico em Meio Aquoso"; seus autores eram Cristiano Giacomelli, Dayani Galato, Karina Ckless e Almir Spinelli.

Outro trabalho premiado foi o de Vanessa Gonçalves e Mauro Laranjeiras, do grupo Quitech de nosso departamento. O título do trabalho era "Sistema de liberação controlada do diclofenaco de sódio a partir de microesferas de quitosana reticuladas com glutaraldeído". Este trabalho foi apresentado na área de Química Tecnológica.

O terceiro trabalho premiado - "Reconhecimento Molecular da atividade antinociceptivas de imidas cíclicas", foi de autoria do professor Ricardo José Nunes(PQ), Maria Elena Walter (PG-UFSC), e Cristiano Mora (IC-UFSC), Marcia Maria de Souza (PQ-UNIVALI) e Carlos Montanari (PQ-UFMG) na área de Química Medicinal .
O objetivo do trabalho é o planejamento de fármacos com atividade analgésica. A partir de seu estudo, que busca encontrar modelos preditivos para atividade biológica desta classe de compostos, imidas, será possível o planejamento de novas imidas potencialmente antinociceptivas - isto é, analgésicas. O trabalho foi uma colaboração entre 3 universidades: a Univali, de Itajaí, a UFMG e o Laboratório de Síntese e Estrura-Atividade (LABSEAT), da UFSC.

QMCWEB://Plantão
Confira aqui como foi acobertura online da reunião do SBQ
Cobertura online da SBQ.  Clique e acesse!


Editorial
Devo me conter. Não posso cair na tentação de utilizar este espaço para exprimir a minha satisfação pessoal com as últimas conquistas do QMCWEB. Mesmo assim, gostaria de contar para todos os leitores do QMCWEB que o jornal Folha de São Paulo, em uma seleção dos 110 melhores sites do mundo, incluiu a url do QMCWEB. Este é o marco de uma época, no QMCWEB - seus leitores estão tornando este jornal cada vez mais conhecido e citado. Professores utilizam o QMCWEB como fonte para suas aulas; os alunos o utilizam com material para seus trabalhos. O QMCWEB já um serviço, como vemos, de utilidade pública. E, sempre, gratuíto!
O número de leitores não para de aumentar. Na seçao do.leitor já vemos e-mails de vários países: Russia, Colômbia, EUA, Portugal. O QMCWEB está indo além mares, em terras dantes nunca navegadas!!

Um sucesso: esta foi a melhor definição que ouvi sobre a cobertura da 23a. SBQ feita pelo QMCWEB. Numa atitude pioneira, o QMCWEB cobriu, pela internet, com boletins diários, o maior evento científico no país. E lá, em Poços de Caldas, em meio a tantos cientistas, o QMCWEB encontrou vários leitores e assinantes. Muitos já conheciam o QMCWEB e outros tantos passaram a conhecer. O QMCWEB é a única revista eletrônica de Química no Brasil.

Nesta edição, o QMCWEB completa 1 ano de existência. Foram 29 exemplares, numa média superior a 2 exemplares/mês. Foram mais de 100.000 acessos às páginas do QMCWEB. No que depender de seu editor, este será apenas o primeiro de uma série de aniversários desta revista.

A matéria especial de hoje é sobre os polímeros. Esta foi uma das matérias mais solicitadas pelo nossos leitores que, como sempre, são o alvo deste veículo. E os polímeros estão, a cada dia, mais presentes em nossas vidas. O QMCWEB não podia deixar de falar sobre nossa época, a ERA dos Plásticos.

Antes que eu esqueça: o QMCWEB não está em greve. Por duas razões: a primeira é que o poder público não dá nenhum tostão, mesmo, para o QMCWEB. Qualquer índice de aumento multiplicado por zero continua sendo nada. E, a segunda, é que o QMCWEB percebeu que esta greve é natimorta. Dentre 38 universidades federais, apenas 9 aderiram ao movimento e, mesmo entre estas, a adesão é parcial. Mesmo sem falar sobre os interesses políticos por trás desta greve, já existem argumentos suficientes para sacar que, na atual conjuntura, a melhor alternativa é o TRABALHO! Mãos à obra, então...


QMCWEBperguntou
Na edição 28, perguntamos:
"
Você já fez algum exame para medir seu nível de colesterol? "
não: 62%
sim: 27%

Total:1656 votos


Participe! 
1. Escreva um artigo sobre qualquer tema ligado à química ou a ciência. Este artigo pode conter figuras e deve ser enviado como .doc (Microsoft Word 6.0 ou +) ou .html(documento de internet, contendo os arquivos das figuras). 
2
. Envie para o QMCWEB via e-mail(em attachment)
Os 3 melhores artigos serão publicados no QMCWEB. Seus autores irão ganhar brindes* do QMCWEB e colaboradores, além de um certificado, impresso, de "Jovem Cientista do QMCWEB".Todos os participantes serão contempladoscom um presente do QMCWEB!!!

Se você tem talento, não deixe de participar! Mas corra: o prazo acaba na edição 30 do QMCWEB!!!
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* Dentre os brindes, estão tabelas periódicas e mousepads da SBQ - Sociedade Brasileira de Química, e o arquivo de bookmark do QMCWEB.
QMCWEB://do.leitor
Este espaço é seu! Diz aí...

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Sou estudante da Universidade de Moscou. Obte e pesquisa os compostos oxidos e estuda a lingua portugues. Esta contente, que conhece nesta pagina. Queria encontrar os amigos.
Tanya - Rússia - tanya-g@mail.ru
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Venho por este meio dizer que adorei a página aqui apresentada, quer pela apresentação quer pelo conteúdo. Queria saber se seria possível enviarem este artigo para o meu e-mail, por forma a que pudesse gurdá-lo, acheio de relevante interesse e queria ter a oportunidade de o poder consultar daqui a algum tempo. Desde já os meus parabéns e o meu obrigada
Carla Bastos - Portugal - carla_bastos@netc.pt
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Hola, la consulta que tengo es: ¿cuáles son las aplicaciones como desinfectantes o esterilizantes del parahodroxifenil?, y si tiene alguna contraindicación en productos lácteos. Agradecere su ayuda. atte., pd. me pueden indicar sitios web donde conseguir más informacion
Karin Biere - Colômbia - kbiere@watts.cl
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Oi. Meu nome é Juliana..Bom, estou no segundo colegial do colégio Stockler(SP), e tenho que fazer uma pesquisa sobre polímeros..Tenho que falar o que é um polímero, e citar alguns deles..Infelizmente eu não encontrei isso neste site, então se vcs puderem me ajudar eu agradeceria.... Estou esperando respostas...
Juliana Burri - burri@sol.com.br
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Pessoal, sou um EX. aluno da UFSC (química). Trabalho hoje na 3M do Brasil, no Departamento de Qualidade Assegurada. Estou escrevendo isto pois vejo que a qualidade está sendo abordada de uma forma interessante,temos a visão da "limpeza", custos, perdas, e a chamada Melhoria contínua. è aí que eu quero parabenizá-los, pois este QMCWEB estava na prancheta quando fui embora e hoje está muito bom. Tenho uma Pergunta: Queria saber algo sobre o mecanismo de oxidação superficial de filmes de polipropileno, também conhecido com Corona. Se vocês tiverem alguma informação ficarei muito contente. Abraços e Sorte à Vocês
Rafaelle Fogaça Mastromauro - rafaelle@ebras.com.br
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Estou adorando as matérias desta revista virtual. Faço química e trabalho num laboratório farmacéutico e gostaria de ver matérias sobre o equipamento e técnicas de HPLC. Dede já obrigado e continuem com está qualidade...
Marcos César Chaves da Fonseca - sammys@zaz.com.br

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Hello, I saw the article on this page (exemplar11.html) about me. I am not a professor at the University of Texas. The book I have on the net, is there for review by professionals, not the public. The work is an interpretation of the math of QCD.
James Rees - USA - james.rees@trw.com
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Sou estudante do Centro Universitário La Salle localizado em Canoas-RS e estou elaborando um projeto de desenvolvimento dos seguintes polímero:Polietileno de Baixa Densidade, Polietileno de Alta Densidade e Polietileno de Baixa Densidade Linear,isto inclui desde a elaboração do polímero até como o mesmo deve ser utilizado e para que deve ser usado (Processo de fabricação de sacos plásticos e sacolas no geral), no entanto tenho pouca informação para começar o desenvolvimento do mesmo, assim estou recorrendo à vocês, na espetrança de que possam me ajudar. Qualquer informação será bem vinda assim como a indicação de livros de pesquisa, outros link´s relacionados ao assunto, etc...
Francisco Scott Hood - Canoas-RS - wilsonsh@zaz.com.br
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Meu nome é Cleverson, estou estudando eng. quimica em Maringá Pr,e gotei muito do que pude ver no site de vcs da quimica,parabéns.peço a vcs que me enviem ,se puderem é claro,o endereço da turma de engenharia daí,e tambem se puderem me informar alguma coisa a mais sobre controle de qualidade ficarei muito agradecido,pois tenho muitas dúvidas sobre isto.um abraço.
Cleverson - Maringá - cleversoncc@hotmail.com.br
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Gostaria de saber porque o carvão é usado em filtros, tanto para misturas liquido + sólido, quanto para misturas gas + sólido, que característica quimica o torna 'elemento filtrante'. Gostaria de saber também por que o carvão retira o odor da geladeira. Desde já obrigado.
Célio Honorato - chorato@ig.com.br
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Fiquei conhecendo o QMCWEB na SBQ(...) e fiquei muito curioso em conhecer este trabalho. Ao retornar ao meu campo de batalha (Lab. de Fisica Computacional da UFSCar), entrei neste site, e fiquei impressionado com a quantidade de informacoes e com a qualidade do trabalho. Por isso, envio meus sinceros parabens! Eh um lindo trabalho. Como tenho pretensoes de fazer meu doutorado na UFSC tenho esperancas de nos encontrarmos mais vezes.
Ewerton Clapis - São Carlos-SP - clapis@argonio.df.ufscar.br
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Em primeiro lugar, aceitem meus parabéns pelo site QMCWEB. É um site de grande utilidade, seja para professores, estudantes, profissionais da área e o público em geral. Gostaria, se possível, obter informações sobre acristalização de substâncias; sei que a mesma é uma prova de que se trata de uma substância pura, a exemplo do Mentol. Minha maior dúvida é como cristalizar uma substância (que meios devo proceder para tal) bem como o crescimento desses cristais.
Sonia Thaís Riedi - s_thais@zipmail.com.br
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Somos alunas do curso de ciências farmacêuticas da Universidade de fortaleza. Estamos fazendo um trabalho sobre a sintese de sabões e gostariamos da colaboração de vocês,pois temos que falar sobre outro processo de sintese além da adicão de uma base forte em um ester....Além disso temos que propor uma outra pratica qualquer de quimica orgânica(fizemos as sinteses do ac.acetilsalicilico,p-nitroacetanilida,,ciclohexeno,aas e cloreto de t-butila).
Simone e Aline - Fortaleza-CE- simoneseligmann@bol.com.br
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Sou estudante de engenharia química da Unicamp e navegando pela web em busca de informações para eu fazer um relatório sobre a aspirina, da disciplina de quimica orgânica experimental,encontrei o "site" do Instituto de voces. Meus sinceros parabéns pelo excelente trabalho,muito didático, útil,torna a química muito agradável até mesmo para leigos..... e nós alunos agradecemos muito... PARABÉNS ...
Carla - Campinas-SP - carlapadoin@hotmail.com
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Olá pessoal, sou assinante da revistaa já algum tempo, estou cursando o 3º período de Engenharia Química na UNOESC, e estou precisando de algum material de físico-Química sobre a equação de Van der Walls e também sobre Pressão de Vapor. 
Alex Bernardi - Chapecó-SC - alex.engenharia@zipmail.com.br 
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Estou encantada com a revista de vcs, ela e um maximo,ainda mais pra mim que gosto muito de quimica.Eu sou aluna do 3 ano de Juiz de fora-Mg e gostaria que vcs me tirassem uma duvida:Eu gostaria de saber sobre os Enois,se eles podem ser considerados uma funcao Organica?Ele existe? Por favor, me ajudem!! Valeu!!
Danielle - Juiz de Fora -MG - daniellejf@zipmail.com.br
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Vocês estão de parabéns pela qmcweb, é rica em informações e de alta qualidade. Há, estou precisando de ajuda, pois preciso fazer um seminário sobre Hg e Te (sou aluna de Química da UFSM). Será que alguém pode me ajudar? Obrigada!!!
CLAUDIA C. GATTO - Santa Maria-RS - a9810133@alunog.ufsm.br
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Sou formando no curso de Eng. Química pela UFSC e atualmente estou em estágio. No processo de tratamento de superfícies de aço é utilizada a fosfatização e umas das etapas das fosfatização é a passivação. Bem , opassivador desenvolvido atualmente é a base de Taninos que é substância extraída das plantas é biodegradável e substitui o Cromo que altament nocivo.Minha sugestão seria uma matéria mais aprofundada sobre esse assunto dando enfase ao que seria Taninos e tal , já que com essa substância estamos ajudando a preservar nosso planeta. Obrigado.
Marcus Giovano - marcus.giovano@usa.net
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Sou Prof Msc. de Bioquímica da Univag e de Farmacologia da UFMT (Cuiabá -MT) e quero parabenizá-los por este excelente jornal eletrônico. Tenho utilizado seus exemplares como complemento de aulas e também sugerido aos alunos para que todos possam receber os novos números por e-mail parabéns
Ageo Mário Cândido da Silva - 
Cuiabá-MT - ageoms@zaz.com.br______
Prezados colegas do QMCWEB,o melhor site de quimica do Brasil, FENOMENO, gostaria de ter as edicoes em CD.Como posso adquirir?
Gustavo Silva -ddt@zaz.com.br

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Olá, Sou estudante de química e gostaria de saber mais sobre o Anidrido Acético. Tambem gostaria de dizer que adorei essa pagina dedicada ao ensino de quimica.
Andrea - andreaedv@zipmail.com.br
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Venho por meio dessa, querer me informar a respeito de um relatório que preciso entregar sobre detecção de aminoácidos livres, ligação pepitídica , teste da ninidrina etc, Ficaria muito agradecido se podessm me enviar algo sobre este assunto.
Fábio Luiz - faluma2000@bol.com.br
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Estou desesperado, a biblioteca está fechada e não conssigo um material ideal para elaborar a resposta da seguinte pergente que me foi feita."Qual a importância da corrosão". Qualquer ajuda é bem vinda. Obrigado.
Marcos Oliveira - degrup@yahoo.com.br 
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Entrei no site da QMCWEB, pora acaso e gostei muito da publicação. Sou estudante de Engenharia Bioquímica e preciso fazer um trabalho que consiste em achar 3 sites que falem do uso da estequiometria aplicada a engenharia. Será que vocês poderiam me dar uma ajuda indicanda aluguns sites aonde eu poderia encontrar algo sobre esse assunto?
Gisele - gisele_faenquil@bol.com.br
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Caros amigos, Desculpem tomar o tempo de vocês mais estou procuro algo sobre grafita e algumas aplicações interessantes e atuais, que saia um pouco do que encontramos em livros de segundo grau. Agradeço antecipadamente.
Carlos Magno Maciel Gil - cmmgil@tutopia.com.br
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Há um mês, tive um tombo, caí para trás e resultou traumatismo craniano, hemorragia pelo ouvido diresito e narina direita. Não passei mal para cair, não tive tontura ou vertigens. Eu simplesmente apaguei. Felismente também não ficou qualquer problema na coordenação motora ou qualquer problema relacionado com raciocínio. Porém perdi completamente o olfato e paladar. Consultei diversos neurologistas e todos eles juntificam a perda do paladar a um grande coágulo que ficou na mastóide direita. (tam´bem estou com a audição comprometida: é como se eu tivesse algodão nos ouvidos) é opinião de três neorologistas que a volta do paladar é apenas uma questão de tempo, tempo prolongado, e que a perda de olfato não há como tratar ou ter esperanças de volta. aí vai a minha pergunta: será que não há qualquer coisa que se possa fazer para a recuperação destes dois impoertantes sentidos? Devo consultar outro tipo de profissional? Existe algum tipo de tratamento possível para a recuperação? Qualquer tipo de informação para mim é muito importante. É terrível uma vida sem sabores e cheiros? Felizmente ainda luto para arecuperação e para não entrar em deprê.Obrigada.
Gislene Souza - gislene.souza@globo.com 
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POLÍMEROS


Estrutura Molecular dos Polímeros

Dependendo da natureza química dos monômeros e da técnica empregada para a polimerização, os polímeros podem exibir diferentes tipos de arquiteturas. Os mais comuns são os de estrutura linear, ramificada ou em rede. A primeira figura, ilustra o polietileno de alta densidade (HDPE): uma molécula de cadeia longa elinear, feita pela polimerização do etileno, um composto cuja fórmula estrutural é CH2=CH2.
A indústria também produz uma outra variedade de polietileno, que possui cadeias ramificadas. Este é conhecido como polietileno de baixa densidade (LDPE), e esta ilustrado na figura abaixo. O impedimento espacial provocado pelas ramificações dificulta um "empilhamento" das cadeias poliméricas. Por esta razão, as forças intermoleculares que mantém as cadeias poliméricas unidas tendem a ser mais fracas em polímeros ramificados. Por isso o LDPE é bastante flexível e pode ser utilizado como filme plástico para embalagens, enquanto que o HDPE é bastante duro e resistente, sendo utilizado em garrafas, brinquedos, etc..
A figura seguinte mostra um polímero cujas cadeias estão entrelaçadas numa complexa rede de ligações covalentes. O exemplo da figura é a resina fenolformaldeído, onde moléculas de fenol são unidas pelo formaldeído.
Nossos descendentes, no futuro, talvez se refiram à nossa época como sendo a era dos plásticos. Embora o primeiro polímero sintético só tenha sido obtido em 1907, hoje os plásticos já estão onipresentes em nosso cotidiano. Muitos dos utensílios domésticos, automóveis, embalagens e até mesmo roupas, são feitas com polímeros. Seria possível a vida humana, mantendo os atuais padrões de conforto, sem os plásticos? O QMCWEB desta semana apresenta "A era dos Plásticos", uma síntese de nossa época.
Um polímero é uma macromolécula formada pela repetição de pequenas e simples unidades químicas (monômeros), ligadas covalentemente. Se somente uma espécie de monômero está presente na estrutura do polímero, este é chamado de homopolímero. Se espécies diferentes de monômeros são empregadas, o polímero recebe a denominação de copolímero.
Polímeros biológicos fundamentam a existência da vida, e existem desde o surgimento da primeira célula na superfície da terra. Os polímeros naturais têm sido empregados pelo homem desde os mais remotos tempos: asfalto era utilizado em tempos pré-bíblicos; âmbar já era conhecido pelos gregos e a goma pelos romanos. Os polímeros sintéticos, porém, somente surgiram no último século.
Um grande marco na história da indústria de plásticos foi a descoberta do processo de vulcanização da borracha em 1839 (a partir do látex, um polímero natural, que já era largamente empregado) pela Goodyear. O próximo grande passo foi a nitração da celulose, resultando na nitrocelulose, produto comercializado primeiramente por Hyatt, em 1870. De seu produto foi obtido o celulóide, alavancando a indústria cinematográfica. Em 1865 foi descoberto o processo de acetilação da celulose, resultando em produtos comerciais de grande uso no início deste século, como fibras de rayon, celofane, entre outros. Entretanto, o primeiro polímero puramente sintético somente surgiu em 1907; resinas de fenol-formaldeído foram produzidas por Baekeland - entre elas, o primeiro polímero sintético de uso comercial: o "Bakelite". Desde então, a indústria e o uso de polímeros não para de crescer.
Hoje, mesmo roupas e demais vestimentas são feitas com fibras poliméricas sintéticas. Roupas especiais, como o uniforme de astronautas, vestes dos corredores de fórmula 1, e roupas de mergulho submarino também são produzidas com polímeros especiais, que possuem as propriedades desejadas, em cada caso.
Alguns polímeros foram verdadeiros salva-vidas. A polimerização do N-vinilpirrolidona foi recebida com grande ímpeto durante a Segunda Guerra Mundial, quando os alemães usaram soluções salinas do polímero como um substituto do plasma sangüíneo nos soldados feridos de suas tropas. O PVP - poli(vinilpirrolidona), possui um baixo grau de toxidade e tem sido utilizado também em cosméticos, adesivos, indústria têxtil, lentes de contato, e numa variedade de fármacos, incluindo a manufaturação de materiais micro-encapsulados. Um complexo de PVP com iodeto é um dos anti-sépticos mais utilizados.

Como os polímeros são feitos?

Os polímeros são produzidos sinteticamente através da reação de polimerização de seus monômeros. Um dos métodos mais utilizados, nas indústrias, para a produção de polímeros de vinilas é a polimerização em emulsão. Este processo envolve uma emulsão estável de água, monômeros do polímeros, e um surfactante (sabão ou detergente) como o agente emulsificante. Os surfactantes formam micelas, que dissolvem os monômeros, geralmente hidrofóbicos. Os iniciadores de radicais livres, quando jogados na fase aquosa, também migram para a fase micelar, iniciando a polimerização. As vantagens deste método incluem o baixo consumo de energia (a reação pode ser feita mesmo na temperatura ambiente) e a obtenção de polímeros com grande massa molar. A maior desvantagem é que a formulação é relativamente complexa se comparada com os outros métodos, e requer uma etapa de purificação do polímero que, algumas vezes, pode ser problemática.

O que são COPOLÍMEROS?

Muitas vezes, o polímero é formado pela união de dois ou mais monômeros diferentes. Estes polímeros são chamados de copolímeros, em contraste aos homopolímeros, que são formados pela repetição de somente um monômero.
Os Copolímeros, por outro lado, são produzidos com dois ou mais monômeros, cujas unidades podem ser distribuídas randomicamente, em uma maneira alternada ou em blocos. As figuras abaixo ilustram estas situações.
Nestas figuras, a estrutura molecular de cada polímero é demonstrada, esquematicamente, com as unidades de repetição de cada polímero.Tais combinações permitem aos químicos criar polímeros com diferentes propriedades, baseados nas estruturas obtidas.
Nas indústrias, os polímeros e/ou copolímeros podem ser misturados, obtendo-se Blendas Políméricas. Quando miscíveis, as propriedades das blendas derivam das propriedades dos polímeros individuais, embora uma ação sinérgica pode vir a ocorrer. De acordo com a aplicação, podem-se preparar diferentes blendas, de distintas composições, resultando em polímeros com diferentes propriedades físico-químicas.
Produtos industriais incluem homopolímeros, copolímeros, blendas homogêneas e blendas heterogêneas.
Fonte: www.qmc.ufsc.br

A ERA DO PLASTICO



O surgimento do Bakelite e outros plásticos nos EUA durante os anos 20
A Baquelita (Bakelite) é um tipo de material de plástico (resina sitética que resulta da condensação de fenóis com aldeído fórmico) que foi inventado pelo belga Leo Beakeland (1863 - 1944). Leo Beakeland foi para os EUA como um imigrante em 1889. Ele entendeu que os EUA era um país melhor para fazer uma carreira do que a Bélgica.
Beakeland também inventou o papel de impressão fotográfico, chamado Velox, que poderia ser revelado sob luz artificial. Beakeland vendeu a invenção à Kodak. Com o dinheiro recebido da Kodak, ele comprou um laboratório num subúrbio de Nova Iorque em Yonkers.
Neste laboratório Beakeland inventou um produto revolucionário - o ' Bakelite' em 1907. Baquelita foi o primeiro plástico sintético. Esta invenção nova de Beakeland conquistaria o mundo em menos de 15 anos depois de 1907. Por causa desta invenção, Beakeland é visto como o pai dos plásticos e da indústria de plástico. A própria fábrica de Beakeland foi encampada pela Union Carbide Corp. Baquelita era um nome comercial muito popular nos EUA, e também no resto do mundo. Após sua invenção em 1907, a baquelita, foi e ainda é usada em milhares de produtos como, carros, utensílios domésticos, rádios, produtos de elétricos e assim por diante.

Rádio Admiral 1951

Rádio Belmont 1946

Rádio Belmont 1946
Breve história de produtos de baquelita inventados antes de 1930
1912 - um registro de baquelita inventado por Edison. (EUA)
1912 - bolas de bilhar de baquelita inventadas por Hyat Burroughs. (REINO UNIDO) 
1914
 - Receptor Telefônico em baquelita por Western Electric. (EUA)
1915 - máquina fotográfica Kodak por Eastman com gabinete (casco) de baquelita. (EUA)
1923 - Companhia Philips de Rádio começa com sua própria produção de baquelita, batizada de Philite. (Holanda)
1926 - Primeira cadeira de baquelita.
1927 - Primeiro rádio-transmissor produzido em Philite fabricado pela Philips. (Holanda)
O que é baquelita? Baquelita é o nome de comercial para plásticos produzidos por Bakelite Ltd. na Inglaterra e Bakelite Corp. na América. Ainda usa-se chamar Baquelita (Bakelite) mas é mais comum chamá-lo pelo nome genérico de formaldeído de fenol (fenólico). O Fenólico normalmente é reforçado com um "recheio" (recheio = material inerte adicionado a um polímero para melhorar suas propriedades. Normalmente sob a forma de pó ou fibra de madeira, polpa, floco de algodão e talco) mas o fenólico moldado não tem nenhum recheio e pode ser translúcido. Pode ser facilmente colorido com adição de pigmentos e pode ser ornamental, usado para jóias, gabinetes de rádio e todos os tipos de adornos e acabamentos.

Rádio Crosley 1930

A baquelita e outros plásticos durante os anos 30
Os plásticos têm larga aplicação na maioria dos produtos de hoje. Nós já não podemos separar nossas vidas dos plásticos, não podemos trabalhar ou viver sem os plásticos. Mas por que a era da grande depressão foi o melhor momento para conquistar os EUA e o resto do mundo com baquelita e outros tipos de plásticos?
Os plásticos se difundiram amplamente durante os anos 30, de volantes para automóveis e cabos de talheres a dados para jogos, resultado de esforços de pesquisa direcionados à estrutura comercial. A tecnologia emergente e seus produtos precisavam ser vendidos, eles eram o fruto do design.
A Companhia Du Pont desenvolveu o mais importante dos plásticos multi-uso - o Nylon, número 66 de quase 100 " superpolímeros " produzidos por um time de pesquisa especial. A fibra sintética logo substituiria a seda no vestuário feminino, o encordoamento em raquetes de tênis e instrumentos musicais, fios cirúrgicos, o aço em coxins mecânicos e materiais variados como telas de arame, guarda-chuvas e pára-quedas.
Durante os anos 30 os EUA era uma das principais nações no desenvolvimento de plásticos. A fibra sintética permitiu uma gama extensa de possibilidades para o desenvolvimento de novos produtos. Mas a Baquelita também era um produto revolucionário, mais velho que fibra a sintética, conquistou fatias novas do mercado depois de vinte anos após sua invenção. Durante os anos 20 e especialmente durante os anos 30, os americanos viram os plásticos como materiais milagrosos capazes de moldar contornos de um futuro desejado. Os materiais dominantes até então eram a madeira e o aço. Os primeiros plásticos como celulóide e baquelita compartilharam de uma aura mística criada pela indústria química. Muitos americanos tiveram o sentimento de que os químicos realmente iriam criar um novo mundo desenvolvendo "substâncias novas.... a partir do nada".
Revistas populares e livros descreveram o plástico principalmente durante os anos 20 como um produto de magia utópica, criando um mundo artificial de beleza transcendente e perfeição dos elementos mais comuns do planeta Terra. Até mesmo " Fortune ", o maior e mais respeitado diário empresarial dos EUA, intitulou uma matéria de 1936 sobre a indústria de plásticos com um ressonante título Bíblico: " O Que Homem Uniu... ".
A magia dos plásticos a partir de baquelita era, na realidade, o começo de uma nova era.
A baquelita também era conhecida como " o material dos mil usos ". O ano de 1927 foi decisivo no uso de baquelita, isto pelo fato de que a real competição com o material de baquelita era agora possível, pois a patente da Baquelita em resina de fenol-formaldeído expirou. Assim, depois de 1927 começou a competição com produtos de baquelita. O fim na patente da Baquelita era um dos fatores que contribuíram para o sucesso da baquelita e outros plásticos em bens de consumo durante os anos 20.



Rádio Philco 1941

Rádio Philco 1946

Rádio Philco 1952

Rádio Philips 1957


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

TABELA PERIODICA


O educador Eduardo Mortimer dedica sua vida a qualificar professores.


As vias do sucesso

Em entrevista ao ‘Alô, professor’, Eduardo Mortimer, autor de livros didáticos de química e sobre o ensino de ciências, defende investimento maciço na educação como forma de o Brasil se tornar competitivo e lista os passos necessários para o país chegar lá.
Por: Helena Aragão
Publicado em 04/01/2012 | Atualizado em 04/01/2012
As vias do sucesso
Aprender a ensinar: educador com publicações celebradas no exterior, só agora Eduardo Mortimer começa a ser sondado para lançamento no Brasil. (foto: Selva de Esmelle/ Flickr – CC BY-NC-SA 2.0)
Eduardo Mortimer dedica sua carreira acadêmica a ajudar professores de química e de ciências a superar as dificuldades de ensino. Com formação na área e mestrado e doutorado em educação, ele coordena um grupo de acompanhamento continuado de professores na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o FoCo, e tem uma extensa lista de livros e artigos publicados, vários em colaboração com colegas estrangeiros.
Os livros de Mortimer confrontam as particularidades do ensino em países com graus de desenvolvimento variados
Por isso, em muitos deles as particularidades do ensino no Brasil e em países desenvolvidos, como os escandinavos e a Inglaterra, são confrontadas a fim de gerar reflexão sobre os diferentes métodos e realidades.
Duas dessas obras têm chamado atenção pela perenidade. O livro didático Química para o ensino médio, lançado em 2002 com Andrea Horta, está entre os selecionados pelo Programa Nacional do Livro Didático (e na edição de 2012 ganhou volume extra com questões atuais, como o aquecimento global).
E Meaning making in secondary science classroom, escrito em 2003 com o inglês Phill Scott, recebeu homenagem recente do Departamento de Educação em Ciências e Matemática da Universidade de Estocolmo (Suécia), além de continuar repercutindo na Europa e nos Estados Unidos.
No Brasil, só agora é alvo de negociações para um possível lançamento. Enquanto isso, Mortimer prepara uma sequência da obra focada no ponto de transição entre os momentos de diálogo e de autoridade de um professor em sala de aula e está concluindo um novo livro, sobre a convivência entre conceitos científicos e cotidianos.
Em entrevista ao Alô, professor, ele detalha essas e outras questões, lista os passos necessários para o Brasil ter um bom ensino de ciências e avalia o impacto das novas tecnologias na relação de alunos e professores.
CH On-line: Por que o livro Meaning making in secondary science classroom, de 2003, não foi publicado no Brasil?
Eduardo Mortimer: Acho que no Brasil as pessoas estão correndo atrás de seus próprios produtos e não dão importância às obras que têm repercussão. No caso desse livro, ele ainda está tendo uma boa repercussão nos países escandinavos, além da própria Inglaterra, França e Espanha, e também nos Estados Unidos. Agora surge a chance de Meaning making ser traduzido pela Editora UFMG. Mas há alguns artigos que foram publicados na mesma época, em português, que cumprem bem a função de divulgar o conteúdo.
Por que acha que o livro teve um caminho bem-sucedido, a ponto de você ter recebido uma homenagem do Departamento de Educação em Ciências e Matemática da Universidade de Estocolmo?
O livro traz dois casos bem-sucedidos de professores, um na Inglaterra e outro no Brasil. Isso tem boa repercussão, não só na comunidade de pesquisadores da área de ensino de ciências, mas também entre professores que refletem sobre sua própria prática. Além disso, colocamos as questões mais técnicas em um apêndice e pudemos fazer o livro mais direto, sem perder a profundidade da análise.
Por que sentiram necessidade de escrever uma sequência agora? Quando será lançada? Há intenção de publicá-la no Brasil?
Um dos temas centrais que o livro Meaning making aborda é a alternância, na prática dos professores experientes e bem-sucedidos, entre um discurso dialógico, que explora os vários pontos de vista trazidos pelos estudantes, e um discurso de autoridade, em que apenas o ponto de vista das ciências é considerado. Muito do discurso da ciência é um discurso de autoridade.
As vias do sucesso
O educador Eduardo Mortimer dedica sua vida a qualificar professores. (foto: divulgação)
Mas se é verdade que essa alternância entre discursos dialógicos e de autoridade é fundamental para o bom desenvolvimento das aulas, então deve haver um ponto de transição entre eles, o que muitas vezes ocorre espontaneamente, mas que em grande parte pode ser planejado pelos professores. Foi esse ponto de transição que começamos a explorar no segundo livro, porque ele nos parece fundamental para podermos planejar bem uma sequência de ensino.
Estávamos no meio da produção desse segundo livro quando o meu amigo e colaborador Phil Scott, da Universidade de Leeds, faleceu. Isso adiou um pouco os planos para terminá-lo. Ele deve ficar pronto apenas em 2013. 
Qual é o outro livro que está em produção? 
Chama-se Conceptual profile: a theory of teaching and learning scientific concepts. Ele está sendo editado por mim e pelo professor Charbel El-Hani, da Universidade Federal da Bahia. Trata-se de um livro em que reunimos a produção de teses e dissertações ligadas ao modelo dos perfis conceituais, uma ideia que lancei em 1995, em artigo publicado na Science & Education.
Na época, estavam no auge os modelos de mudança conceitual, segundo os quais a construção de conceitos científicos se dava à custa dos nossos conceitos cotidianos, pois uns eram considerados incompatíveis com os outros. A ideia dos perfis conceituais, inspirada inicialmente nos perfis epistemológicos de Bachelard, defendia que poderia haver convivência entre conceitos científicos e cotidianos, desde que fossem claramente demarcados e aplicados a contextos diferentes.
As vias do sucesso 2
'Meaning making in secondary science classroom', escrito em 2003 com o inglês Phill Scott. (foto: divulgação)
Por exemplo, não há como suprimir nossos conceitos cotidianos de calor. Ele se opõe a uma outra entidade, o frio. Dessa forma, quando chegamos a uma loja e desejamos comprar uma roupa de frio, pedimos “uma blusa bem quente de lã”. O vendedor não nos entenderia se pedíssemos “uma blusa feita de um bom isolante térmico que impeça meu corpo de trocar calor com o ambiente”. 
Nesse caso, usamos a linguagem cotidiana e ela é perfeitamente adequada para resolver nosso problema. No entanto, quando temos que decidir entre copos de vidro e de alumínio para beber algo gelado num dia quente, essa mesma situação cotidiana exige um raciocínio científico para dizer que o vidro é mais recomendável por ser melhor isolante térmico, dificultando a troca de calor com o ambiente. Nesse caso, não nos deixaríamos trair pela sensação ‘mais fria’ que o copo de alumínio transmite.
Nos dois casos temos um exemplo da importância de tomar consciência dos nossos conceitos cotidianos e de diferenciá-los dos conceitos científicos para realmente aprender a usar estes últimos. 
Como professores de escolas brasileiras sem equipamentos adequados ou laboratórios podem ser estimulados a promover interação? 
Há algumas dificuldades básicas que os professores brasileiros passam para instaurar a interação e o diálogo em sala de aula. A primeira delas é o número de alunos em sala. Nas salas de aula de química e física em que tive a oportunidade de estar, tanto na Inglaterra quanto nos Estados Unidos e na França, há entre 25 e 30 alunos por classe. Isso facilita enormemente a interação, pois para que ela ocorra efetivamente o professor deve se dirigir aos alunos pelo nome quando faz uma pergunta e não lançar a questão a toda a classe. Nesse caso, serão sempre os mesmos – aqueles que já sabem – que responderão.
“Um problema grande no Brasil são as turmas com 50 alunos”
 Além do número muito alto de alunos em sala – um problema grande no Brasil, pois mesmo escolas particulares consideradas boas têm turmas com 40 a 50 alunos –, o professor tem que ter dedicação exclusiva a uma única escola, pois dessa forma terá menos aulas para ministrar e mais tempo para preparar aulas. 
Além disso, o professor precisa ter um espaço adequado, onde possa acumular materiais e aparatos experimentais para usar com seus alunos. Nesse caso, quem deve trocar de sala deve ser o aluno e não o professor. E, é claro, o professor precisa de um salário digno, compatível com uma profissão trabalhosa e complexa. 
Tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, Canadá, Japão e Austrália, essa é a realidade. Portanto, se quisermos nos tornar uma economia mundialmente competitiva, temos que investir maciçamente na educação, garantindo no mínimo essas quatro coisas a que fiz referência.
Como desafiar os novos professores a preparar um material didático mais estimulante, levando em conta os potenciais das novas tecnologias? 
Considero que há uma distância importante entre o que os alunos geralmente sabem fazer em termos de tecnologias da informação, principalmente no uso da internet, e o que os professores sabem. A internet não tem mais do que 20 anos, e é raro encontrar um professor que já nasceu vivenciado esse ambiente. Já os alunos desde muito cedo estão imersos na internet. Hoje as crianças já estão usando o computador antes de se alfabetizarem. Isso cria uma diferença importante na familiaridade com o computador. 
Considero que devemos usar isso para tentar motivar os alunos a estudar as ciências. Ou seja, temos que pesquisar como o aluno está usando a internet, descobrir meios de fazê-lo se interessar pelas aulas de ciências por meio desses modos de uso. Sei que muito disso tem sido feito em relação à literatura, onde os alunos participam de blogues e sites específicos sobre autores, livros etc. Muito ainda terá que ser feito para garantir uma produção efetiva de softwares para o ensino de ciências.